Aditivos alimentares | Blog BCooker's
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27 agosto 2018

O perigo dos aditivos alimentares

Na saúde

O perigo dos aditivos alimentares

O que são aditivos alimentares?

Os aditivos alimentares são substâncias de origem natural ou sintética, que se adicionam aos alimentos com o objetivo de melhorarem determinadas características como o sabor, a cor, a durabilidade, entre outras. Podem ser adicionados em diversas etapas do processamento de um produto alimentar, desde o processo de fabrico, à transformação, ao acondicionamento, ao transporte e ao armazenamento.

Para serem considerados seguros para consumo, na dose diária recomendável, têm que pertencer a uma lista de aditivos alimentares regulada por legislação própria, tanto em Portugal como em todos os  países da União Europeia. Devem ser obrigatoriamente descriminados nos rótulos alimentares, onde são identificados pelo nome da substância ou identificados pelo código "E" seguido de 3 ou 4 algarismos.

 

Alguns tipos de aditivos alimentares são:

Corantes

Substâncias adicionadas a um género alimentício para acentuar, restituir ou alterar a sua cor original e torná-lo mais atrativo.

 

Conservantes

Conservantes alimentares são substâncias que prolongam a duração dos alimentos, protegendo-os contra a deterioração causada por microrganismos.

 

Antioxidantes 

São os mais comuns. Evitam a deterioração causada pela oxidação, prolongando a duração do produto.

 

Emulsionantes, estabilizantes, espessantes e gelificantes 

São adicionados à maioria dos alimentos processados, para adicionar textura e prolongar a data de validade. Os emulsionantes alimentares tornam possível a formação ou a manutenção de uma mistura homogénea, como óleo e água, por exemplo. Os estabilizantes tornam possível a manutenção do estado físico-químico dos géneros alimentícios, os espessantes alimentares aumentam a viscosidade e os gelificantes dão textura através da formação de um gel.

 

Antiaglomerantes 

São substâncias que evitam que se formem aglomerados de certos produtos alimentares. Por exemplo, o carbonato de magnésio é adicionado ao sal de mesa com o objectivo de permitir que este se desloque e saia facilmente do saleiro.

 

Intensificadores de sabor

Substâncias que intensificam o sabor e/ou o cheiro dos géneros alimentícios.

 

Agentes de revestimento

Substâncias que, quando aplicadas na superfície externa dos géneros alimentícios, lhes conferem uma aparência brilhante ou um revestimento protetor.

 

Edulcorantes

Também conhecidos como adoçantes, são substâncias utilizadas para conferir um sabor doce aos géneros alimentícios.

 

Vantagens e desvantagens dos aditivos alimentares

As vantagens dos aditivos alimentares são, acima de tudo, técnicas e comerciais:

  • prolongam o tempo de vida dos produtos nas prateleiras.
  • realçam caraterísticas que, de forma natural, não existiriam, garantindo assim um sabor mais intenso e um aspeto atrativo.
  • aumentam a produção graças aos levedantes e aos agentes de volume.

A sua autorização legal baseia-se na dose diária admissível, para não haver efeitos adversos para a saúde. No entanto é preciso ter em consideração que, ao longo do dia, são consumidos diferentes produtos com aditivos autorizados por lei, resultando num verdadeiro cocktail diário de aditivos alimentares.

Apesarem de serem regulamentados, para poderem ser consumidos sem perigo, várias investigações, algumas delas publicadas na revista "Cancer Research", têm alertado para o seu perigo potencial:

  • Os emulsionantes alimentares podem alterar as bactérias intestinais, promovendo a inflamação intestinal e o cancro colo-retal.
  • Corantes alimentares encontrados nos refrigerantes, sumos e molhos podem causar efeitos negativos na atividade e na atenção das crianças. Estes são os mais perigosos: azul (E133), vermelho (E124) amarelos (E110 e E102).
  • Nos conservantes alimentares, o nitrato de sódio é um dos mais polémicos. Considerada uma substância cancerígena é utilizada, essencialmente, em produtos de charcutaria , fumados e carnes embaladas. Também funciona como fixante de cor, tornando a carne velha num vermelho fresco.

 

Infelizmente, fomos nós, consumidores, que pedimos à indústria alimentar produtos mais estaladiços, menos perecíveis, mais light, etc., originando uma disponibilidade de alimentos enorme. Esquecemo-nos já o que são produtos de época e acabamos por consumir o que encontrámos disponível nos supermercados, confiantes que por serem naturais são produtos saudáveis.

Por outro lado, apesar de aprovados e regulamentados numa lista oficial de aditivos alimentares permitidos, é importante ter em mente que o que é verdade hoje, amanhã poderá já não o ser. Depois de autorizados, os aditivos podem ser reavaliados se surgir alguma suspeita sobre a sua inocuidade e o facto é que a lista tem sido alterada desde o início.

Tenha em atenção que as refeições preparadas congeladas, são das que mais apresentam aditivos alimentares. O mais seguro, se pretende manter uma alimentação saudável, isenta de químicos de síntese é optar sempre por alimentos frescos, de época ou com validades muito curtas, no caso de serem produtos processados.

 

Fontes: EUR-Lex.europa.eu | Quali.pt - Segurança Alimentar | Deco Proteste

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